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Letras - 1
 

     
 Luar do Sertão    
Catulo da Paixão Cearense    
Estribilho   
Não há, oh, gente, oh, não,   
Luar como este do sertão.   

Oh, que saudade do luar   
da minha terra   
Lá na serra branquejando folhas secas pelo chão   

.

Este luar cá da cidade, tão escuro, não tem aquela saudade do luar lá do sertão.   

Não há, oh, gente, oh, não..   

A gente fria dessa terra sem poesia......

Ai, quem me dera que eu morresse lá na serra, abraçado à minha terra e dormindo de uma vez.   
Ser enterrado numa grota pequenina, onde à tarde a sururina chora a sua viuvez.   

Não há, oh, gente, oh, não...

 
 
 
 
 

     Carinhoso    

Pixinguinha   

Meu coração, não sei por quê   
bate feliz quando te vê,    
e os meus olhos ficam sorrindo   
e pela rua vão te seguindo,   
mas, mesmo assim, foges de mim   
 

Ah, se tu soubesses como eu sou tão carinhoso e o muito e muito que te quero....   
E como é sincero o meu amor   
eu sei que tu não fugirias mais de mim.   
Vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem, vem sentir o calor dos lábios meus   
à procura dos teus...   
 
Vem matar esta paixão    
que me devora o coração    
e só assim, então, serei feliz, bem feliz.   

Meu coração....

 
 
 
 
 
      Chão de Estrelas     
Sílvio Caldas e Orestes Barbosa    
Minha vida era um palco iluminado   
Eu viva vestido de dourado,   
palhaço das perdidas ilusões.   
Cheio dos guizos falsos da alegria,   
andei cantando a minha fantasia   
entre as palmas febris dos corações.   
Meu barracão no morro do Salgueiro   
Tinha o cantar alegre de um viveiro.   
Foste a sonoridade que acabou.   
E hoje, quando do sol a claridade   
Cobre meu barracão sinto saudade   
Da mulher - pomba rola que voou.
Nossas roupas comuns dependuradas   
Na corda, qual bandeiras agitadas,   
Pareciam um estranho festival...   
Palco dos nossos trapos coloridos   
A mostrar que, nos morros mal-vestidos,    
É sempre feriado nacional.   
A porta do barraco era sem trinco,    
mas a lua, furando nosso zinco,    
salpicava de estrelas nosso chão...   
Tu pisavas os astros, distraída,   
Sem saber que a ventura desta vida   
É a cabrocha, o luar e o violão...
 


 

Chuá, chuá 
Pedro de Sá Pereira e Ari Pavão 

Deixa a cidade, formosa morena, 
Linda pequena, e volta ao sertão. 
Beber a água da fonte que canta 
Que se levanta do meio do chão. 
Se tu nasceste, cabocla cheirosa, 
Cheirando a rosa do peito da terra, 
Volta pra vida serena da roça,  
Daquela palhoça, no alto da serra. 

E a fonte a cantar, chuá, chuá, 
E as água a correr, chuê, chuê,.

Parece que alguém, que cheio de mágoa,  
Deixasse, quem há de dizer, a saudade 
No meio das águas, chorando também. 

A lua branca de luz prateada,  
Faz a jornada no alto do céu, 
Como se fosse uma sombra altaneira 
Da cachoeira fazendo escarcéu. 
Quando esta luz lá na altura distante,  
Louro ofegante no poente cair, 
Dá-me estra trova que o pinho descerra 
Que eu volto prá serra, que eu quero partir. 

E a fonte a cantar, chuá, chuá...

 
 
 
 


 

Maringá 
Joubert de Carvalho 

Foi numa leva que a cabocla Maringá 
Ficou sendo a retirante  
Que mais dava o que falar. 
E junto dela veio alguém que suplicou 
Pra que nunca se esquecesse de um caboclo 
que ficou. 

Maringá, Maringá, depois que tu partiste 
Tudo aqui ficou tão triste,  
Que eu garrei a imaginar. 
Maringá, Maringá, 

Para haver felicidade,  
é  preciso que a saudade vá bater noutro lugar. 
Maringá, Maringá,  
Volta aqui pro meu sertão,  
Pra de novo o coração de um caboclo assossegar. 

Antigamente uma alegria sem igual 
Dominava aquela gente da cidade de Pombal. 
Mas veio a seca, toda chuva foi-se embora, 
Só restando então as águas 
Dos meus olhos quando choram. 

Maringá, Maringá...

 
 


 

E o Destino Desfolhou 
Gastão Lamounier 

O nosso amor traduzia felicidade e afeição 
Suprema glória que um dia 
Tive ao alcance das mãos. 
Mas veio um dia o ciúme 
E o nosso amor se acabou, 
Deixando em tudo o perfume 
Da saudade que ficou. 

Eu te vi a chorar, 
vi teu pranto em segredo correr. 
E parti, a cantar,  
Sem pensar que doía esquecer. 
 

Mas depois, veio a dor 
Sofro tanto e esta valsa não diz 
Meu Amor, de nós dois,  
Eu não sei qual é mais infeliz. 

Os nossos olhos choraram, 
O nosso idílio morreu. 
Os nossos lábios murcharam, 
Porque a renúncia doeu. 
Desfeito o ninho a saudade 
Humilde e quieta ficou, 
Mostrando a felicidade 
Que o destino desfolhou. 

Eu te vi a chorar...

 
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